A Magia em todo lugar!


Verdello Tales #01

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Joe Spiegel

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Data de nascimento : 17/11/1975
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Verdello Tales #01

Mensagem por Joe Spiegel em 28/1/2017, 19:48

17 de novembro de 1975 – Curitiba
Numa manhã fria e chuvosa, nascia Joe Spiegel. Um bebe como qualquer outro, mas que tinha pela frente uma história cheia de venturas e desventuras das quais ele jamais poderia imaginar.

Quando criança, era um rapaz extremamente curioso, adorava descobrir como as coisas funcionavam. Antes de completar 11 anos já havia desmontando e remontado pelo dois aparelhos de televisão (uma caixa onde os trouxas usam para transmitir várias imagens em sequência, criando a uma falsa ilusão de movimento). Claro, nesse processo já tinha quebrado pelo menos outras 3 televisões. Deixando seu pai, Jonas, furioso e sua mãe, Elba, admirada.

Seu pai não ganhava muito, era um professor de história de um colégio público trouxa. Suava para ganhar cada centavo (um tipo de sicles dos humanos). Já sua mãe cuidava da casa, e por isso adorava ver que o filho se dava tão bem com os aparelhos e a vida de trouxa.

No entanto, tudo isso mudou. Joe e Jonas não sabiam, mas Elba descendia de uma longa linhagem de bruxos escoceses, no entanto ela não tinha poderes mágicos e por isso fugiu par ao Brasil.

Ao longo dos anos, poucos vestígios de magia se mostraram na vida do garoto. Tão discretos que Joe nem chegava a perceber. Uma única vez, quando tinha 9 anos de idade, se metera numa grande encrenca quando o encontraram no telhado da cozinha da escola. Alguns garotos mais velhos o estavam perseguindo, como sempre, e tanto para surpresa de Joe quanto dos outros, ele apareceu sentado na chaminé. O pai de Joe, que lecionava na mesma escola, foi chamado as presas na sala dos professores ao berro da coordenadora da escola dizendo que seu filho estava escalando os prédios da escola. No entanto, o que Joe tentara fazer (conforme contou ao Pai) fora saltar para trás das grandes latas de lixo da porta da cozinha. Sem saber como foi parar no telhado do local, apenas imaginava que o vento devia tê-lo apanhado na hora em que saltou.

Janeiro de 1987 - Curitiba
Foi assim então que em janeiro de 1987, alguns meses depois de completar 11 anos, Joe recebeu uma carta. Era uma carta totalmente escrita à mão e com um carimbo um tanto quanto diferente, era uma carta informando que ele havia sido convidado a ingressar no Liceu Edoras de Artes Magicas, uma escola para jovens com dons especiais segundo a mesma.

Ao ouvir as narrativas sua mãe, tanto Joe como seu pai ficaram em um misto de maravilha e medo. Marvilha por toda a descoberta de um novo mundo, e medo não só pelo que ainda enfrentariam ao desbravarem o desconhecido, mas principalmente pela forma com que Elba contava ser tratada pelos bruxos nobres por ser um aborto (forma com que os europeus tratavam os bruxos que não nasciam com sangue magico).

Março de 1987 – Curitiba/Verdello
Com todas as cartas na mesa, Elba argumentou fortemente que eram uma família mais feliz sem magia. Mas Jonas foi firme e decidiu positivamente depois de conversar pessoalmente com o diretor Guillaume de Machaut Neto, que fora até a humilde residência dos Spiegel depois de notar a demora de resposta sobre a vinda do jovem bruxo. Decisão que deixou o curioso garoto extremamente animado para aprender tudo sobre esse novo mundo.

Assim então, usando apenas transportes trouxas – o que dificultou muito a viagem – Jonas e Joe chegaram em um velho fusca 73 a pequena cidade jamais mapeada pelos não praticantes de mágica: Verdello.

Ambos os Spiegels ficaram surpresos com a beleza inexplicável do local. Tudo parecia novíssimo, ao mesmo tempo que transmitia uma ar respeitoso, nobre, praticamente ancestral e ainda assim, com raras exceções, construções impecáveis que pareciam recentemente construídas.

Depois de varias horas de procura e varias descobertas, os Spiegels trocaram seu dinheiro trouxa por dinheiro bruxo e compraram quase todos os itens necessários da estanha e inusitada lista escolar do jovem Joe. Passar pelas lojas de livros, ingredientes magicos e até mesmo varinhas, onde compraram a primeira das três varinhas que Joe possuiria em sua vida.

No entanto eles não eram os únicos que olhavam com espanto. Vários bruxos olhavam com escarnio e desprezo para o Joe e seu pai. A maioria parecia não se importar, mas mesmo que eles não notassem, mais de uma vez bruxos que cruzavam seu caminho faziam piadas ou olhar com soberba.

Faltando apenas comprar um caldeirão, que não sabiam onde encontrar (Afinal, a loja de caldeirões é a mais afastada do centro da cidade), perguntaram a um senhor que usava uma capa preta e acompanhava o filho que segurava uma caldeirão novíssimo.

Jonas, oportunista, se aproximou para perguntar ao senhor onde comprar uma caldeirão como aquele:

- Olá senhor, desculpe incomodar, mas poderia me informar onde...

Porém, notando a aproximação do homem em trajes trouxas, o senhor se afastou, fingindo não ter escudado o pai de Joe, deixando-o parado com a lista de compras na mão.

- Bem que sua mãe nos avisou... – Disse Jonas.

Felizmente depois de perguntarem para pessoas mais simpáticas conseguiram comprar o caldeirão. E depois, antes de se dirigir ao barco que o levaria embora, tiveram ambos uma longa e afetuosa despedida, onde Joe abraçou Jonas, com um misto de vontade de largar e ir descobrir novas aventuras e medo de ser tratado como a mãe.


- E se eles não gostarem de mim igual não gostaram da mamãe? – Disse com olhos quase marejados.

- Não se preocupe – Afirmou o pai firme, mas sorridente, tentando não transparecer seu próprio medo de enviar o filho a um local totalmente desconhecido.Só não quebre a televisão deles que aposto que todos vão gostar de você.

Joe demorou um pouco mais no abraço, mas seu pai o apressou.

- Gostaria de ficar mais contigo, mas um novo mundo de esperava e eu ainda tenho algumas horas de viagem até o aeroporto mais próximo antes de voltar para casa...

Essa foi a última vez que ambos se abraçaram.

Jonas seguiu em direção ao fusca, que encontrou magicamente alterado (Mas mais sobre isso veremos depois).

Já Joe, saiu caminhando admirando em direção as docas. Porém, quando estava a apenas alguns metros, um jovem chamou sua atenção.


- Hey, você ai com as roupas de trouxa. Conseguiu o caldeirão?

Joe não sabia o que trouxa significava. Mas notou que era o mesmo garoto cujo pai ignorou o seu, mas dessa vez estava sozinho. Imaginando que ele quisesse pedi desculpas, se aproximou na doce ilusão quase certa de que iria conseguir um novo amigo.

- Sim, consegui, foi bem fácil até, foi só virar aquela rua atrás da loja do Senhor Port...

Enquanto falava, Joe olhava e apontava em direção do local em que falava. Essa desatenção lhe custou caro. Antes que pudesse voltar sua face e olhar o rosto do garoto atlético que lhe chamava atenção um forte muro bateu for em seu olho esquerdo.

- Trouxa inutil... - riu o garoto.

Ele não sabia ainda, mas aquele soco mudaria sua vida.


Última edição por Joe Spiegel em 30/1/2017, 18:46, editado 1 vez(es)
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Matthew Spencer

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Re: Verdello Tales #01

Mensagem por Matthew Spencer em 29/1/2017, 17:07


1975 - Salzburg
O que parecia um dia normal logo se tornou em uma confusão. Ana Maria Spencer estava prestes a dar a luz a uma criança que teria uma vida longa e cheia de grandes histórias. Esse era Matthew Spencer.

O pai Thelonius fora muito ausente em seus primeiros seis anos, enquanto sua mãe o protegia de uma forma interessante, como se a vida dele dependesse dessa proteção. Matthew não entendia direito tudo isso, embora sua mãe tentasse explicar, mas toda vez que os pais se encontravam era como se fosse a última vez. O garoto não sabia o que o pai fazia, mas parecia importante, sempre que o via recebia um simples afago na cabeça e uns doces daquele homem sério, discreto e com cara de poucos amigos.

Por outro lado, costumava a se mudar muito com sua mãe, e sempre ia a lugares diferentes, às vezes sombrios, nunca desgrudando dela. Embora o clima fosse estranho, era incrível a habilidade de sua mãe de mostrar que tudo estava bem. O contato com outras crianças era restrito, mas acontecia de vez em quando, embora sua mãe sempre estivesse ali para protegê-los. Aquilo deixava Matt com uma sensação de fraqueza em determinados momentos, parecia que algo estava prestes a acontecer e ele não poderia fazer nada para impedir.

Tudo mudou aos seis anos de idade, quando, certo dia, seu pai chegara sorridente em casa (a décima quinta em seis anos para ser mais exato), abraçou sua mãe, e, depois, segurando-o no ar com um largo sorriso nunca visto antes por Matt.

- Senti saudades de você filho... Mas nunca mais vou sentir, pois vamos para o Brasil! - disse de forma entusiasmada.

Matt não entendeu muito a frase, mas sorriu também, parecia algo bom. Pelo visto, a guerra (tudo o que Matt conseguiu concluir daquilo tudo) havia acabado.

1981 - Rio de Janeiro
Ao chegar ao Rio de Janeiro, tudo parecia diferente, mais alegre, feliz e dentre outros bons adjetivos. Seu pai, embora ainda sério, se mostrava bem disposto e até chegou a tirar algumas fotos com sua mãe. Era outro clima.

A infância de Matthew no Brasil foi muito diferente da infância na Áustria, o garoto frequentou uma escola trouxa no mesmo bairro e, inclusive, foi muito popular, fazendo diversos amigos. Seu físico privilegiado o ajudou bastante, fazendo com que o rapaz fosse um dos grandes nomes da escola em esportes como futebol, vôlei e até mesmo natação, o que inflava o ego do rapaz. Apesar disso, além de demonstrar certa arrogância em determinados momentos, talvez pela primeira infância ter sido um pouco reclusa, Matt nunca foi de praticado o chamado bullying com seus colegas menos privilegiados, ao contrário, sempre tentando ajudá-los a melhorar e defendendo-os de possíveis valentões que aparecessem no caminho.

Apesar de tudo, Matt sempre se sentia entediado com facilidade, era tudo tão fácil, todos o amavam, se dava bem em tudo sem precisar de muito esforço. Parecia faltar algo em sua vida.

Seus pais explicavam sobre magia, mas nunca deram tantos detalhes sobre isso, dando o tempo ao tempo. O garoto já houvera experimentado situações estranhas, como quando fez o sinal da escola tocar duas horas antes do horário da saída por estar cansado de olhar para a professora, ou quando fez um vidro desaparecer para um valentão maior do que ele, que estava importunando os mais jovens, cair.

Janeiro de 1987 - Rio de Janeiro
Parecia uma manhã como outra qualquer, a diferença era a enxurrada de cartas que a família Spencer recebera naquele dia, todas endereçadas ao filho prodígio do casal. Matt ficara extremamente surpreso com isso, sabia que seu pai havia feito coisas boas, mas ambos nunca tiveram um diálogo muito aberto sobre isso, talvez porque Thelonius não queria que sua fama exacerbada prejudicasse o filho, além claro, das lembranças tristes da guerra ainda em sua mente.

Matt teve total liberdade de seus pais para escolher para onde iria, mesmo que isso significasse abandonar os ensinamentos mágicos e permanecer como trouxa, o que deixou o jovem garoto surpreso.

- Pode pensar o quanto quiser filho, sabemos que você está bem ambientado em sua escola trouxa e, se quiser permanecer assim, não iremos lhe impedir - disse seu pai. Thelonius sempre procurara explicar toda a problemática da vida para seu filho, mágica ou não.

Matt pensou durante alguns dias, estava extremamente empolgado com tudo aquilo, leu e releu as cartas diversas vezes. Como eram os nomes? Hogwarts, Durmstrang, Beauxbattons, uma escola que esqueceu o nome rapidamente na Áustria e... Edoras. Edoras? Era local, no Brasil, país que lhe dera tudo.

- Quero ficar no Brasil, quero ir para Edoras - disse o garoto confiante aos pais. A reação de seus pais foi interessante, Thelonius sorriu de uma forma nunca antes vista, enquanto sua mãe pareceu meio chocada, talvez por ele não ter escolhido Hogwarts.

- Então você é apaixonado pelo Brasil como eu, não? - disse seu pai dando uma risada e um afago em sua cabeça.

A verdade é que Matthew tinha um lugar guardado em Hogwarts desde que nascera e não iria tomá-lo. Talvez isso explicasse a surpresa de sua mãe, que teria que explicar, junto ao pai, a Dumbledore porque o filho não iria.

Março de 1987 – Rio de Janeiro/Verdello
E, em março, chegara o grande dia, finalmente era o momento do garoto deixar o entediante mundo trouxa para lá e desembarcar em uma nova fase da vida. Seu pai havia viajado para Londres para conversar com Dumbledore enquanto sua mãe iria com ele até Verdello apenas para orientá-lo. Iriam utilizar a rede de flu para isso, até para já ambientá-lo ao mundo mágico, já que, embora soubesse de tudo, Matt ficava mais alheio a isso.

Chegando em Verdello, Matt fora extremamente bem recebido por todos, o senhor Portgas, ao entregar sua varinha, o contou o quanto estava surpreso pela presença do rapaz no local e o quanto ele parecia destinado a grandes coisas, principalmente ao receber aquela varinha tão poderosa, segundo Portgas. No corujal o tratamento também fora excelente, com o próprio dono do local surgindo para atendê-lo, enquanto um certo vendedor estranho e cômico de cabelo azul era segurado firmemente por outro rapaz sisudo.

Sua mãe ficara mais afastada em todos os momentos, apenas indicando para onde o rapaz deveria ir. Ela estava surpresa com a independência do filho, sempre temeu que o período recluso e superprotetor na Áustria estragassem isso.

Ao chegar no porto, Ana Maria se abaixou para falar com o filho.

- Hora da despedida meu filho... Vá lá e faça seu melhor! - disse com um beijo na testa e um abraço longo e apertado.

Matt se sentiu estranho enquanto via sua mãe caminhar e desaparecer no horizonte, era um misto de sensações, era a primeira vez que seus pais o deixavam sozinho de fato, embora isso acontecesse na escola, parecia que alguém da família ainda o observava, era estranho. Agora não, estava, de fato sozinho.

O garoto começou a andar em direção às docas, quando viu um garoto, relativamente grande, implicando com um outro garoto que parecia vir de uma família trouxa. Matt não poderia permitir isso e começou a correr em direções a eles.

O garoto maior acertou um soco no garoto trouxa, o que deixou Matt relativamente irritado. Correndo e sem pensar muito, Spencer se jogou com os punhos cerrados em cima do garoto maior, o impedindo de socar novamente o garoto trouxa.

- O que você está fazendo? - disse Matt enquanto segurava o garoto maior no chão. Não sabia se poderia contê-lo, mas simplesmente não poderia deixá-lo agredir o garoto trouxa.

O garoto se debateu por um instante e parecia olhá-lo com raiva, até que, se conteve e começou a olhá-lo um pouco surpreso e assustado.

- O que foi? - disse Matt sem entender porque o garoto mudou sua expressão.

Matt soltou o garoto maior e começou a se levantar, embora sem baixar a guarda. O garoto o seguiu, levantando em seguida ainda meio com uma cara de bobo.

- Então você é o filho do senhor Spencer? - disse o garoto maior - Não sabia que vocês Spencers eram apaixonados por trouxas - completou o garoto deixando o local. Embora ele estivesse indo embora, aquilo não parecia que ia terminar ali.

Matt não entendeu muito bem e ignorou o acontecimento. Se aproximou do garoto trouxa e estendeu sua mão para ajudá-lo a se levantar.

- Você está bem? - disse Matt.

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Joe Spiegel

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Re: Verdello Tales #01

Mensagem por Joe Spiegel em 30/1/2017, 19:11

Março de 1987 – Verdello
Sem entender muito bem como os fatos se sucederam, Joe inadvertidamente percebeu alguma coisa dura acertar seu rosto, jogando para longe e o fazendo cair de olhos fechados diretamente em cima de caixa vazias que provavelmente algum trabalhador das docas havia deixado atrás da loja.

Ainda com os olhos fechados e com o a região lateral do olho esquerdo ainda muito dolorido, Joe se preparou para receber outros golpes – esse era o procedimento dos valentões da sua antiga escola trouxa, o jogar no chão e depois chutar até cansarem enquanto davam gargalhadas.

Felizmente os demais golpes não seguiram, mas o barulho de briga continuava. Parecia que alguém mais estava apanhando também daquele garoto estranho de cabelos metodicamente penteados que lhe esmurrara. Com um misto de medo, mas também de esperança em poder ver um caminho para onde fugir, Joe abriu lentamente suas pálpebras.

Para sua surpresa um novo garoto se postara entre o grandalhão e ele.

Ambos pareciam discutir. O recém chegado não aparentemente não tinha a mesma altura do garoto que lhe havia batido, mas notando a coragem e que agora estava em desvantagem, o grandalhão balbuciou algumas coisas aparentemente com raiva e saiu do local notando algo que Joe e seu defensor ainda não tinham notado.

Joe não sabia o que fazer. Será que eles queriam o dinheiro do lanche? Alias, tinham que gastar com lanche em Edoras também? Seu pai tinha lhe deixado dois galeões e alguns nuques para comprar alguma coisa caso precisasse. Será que seria suficiente para aquele novo garoto o deixar em paz?

Resolvida a situação entre os garotos que estavam de pé, o garoto loiro que o defendera se aproximou, ao que parecia ao olhos de Joe, com bastante confiança.


Matt Spencer escreveu:- Você está bem? - - disse Matt.

– O garoto estendeu a mão para Joe, que surpreso com a ação inesperada de bondada, atuou como sempre atuava quando algum valentão vinha pegar o pouco dinheiro que as vezes ele recebia para comprar balas.

-  Pode pegar essas moedas de parta... acho que são nuque. – Disse o jovem Spiegel pegando as moedas que estavam em seu bolço (os galeões estavam guardados em local) - são tudo que eu tenho!
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Matthew Spencer

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Re: Verdello Tales #01

Mensagem por Matthew Spencer em 30/1/2017, 19:26


Ao tentar ajudar o garoto, Matt foi surpreendido com a reação extrema de oferecer o próprio dinheiro para não apanhar dele, desconfiando de sua boa ação. Fazia muito tempo que o rapaz não via uma cena como aquela, pois sempre tentava evitar esse tipo de situação por onde ia.

- Não quero roubar seu dinheiro - disse Matt um pouco constrangido - Só quero lhe ajudar a se levantar - completou puxando o braço do garoto e devolvendo seu dinheiro em seguida. Matt tentou ser amigável, suprimindo um pouco de seu constrangimento por ter sido confundido com algum valentão.

Era um pouco entristecedor que o garoto trouxa tomasse aquela atitude, mas Matt sabia que poderia ajuda-lo a recuperar a confiança naquele momento, mesmo que ele próprio também não entendesse tanto de como escolas mágicas funcionavam.
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Joe Spiegel

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Re: Verdello Tales #01

Mensagem por Joe Spiegel em 30/1/2017, 21:51

-  Não? Mas eu... você, aquele grandão... perigo. – Disse ainda confuso o garoto - Achei que queria meus nuques!

Nas escolas trouxas, pelo jeito estranho e seu porte atlético franzino, várias vezes Joe passou por diversas situações difíceis. Na vida bruxa, Joe ainda não sabia, mas não descender de pais bruxos ainda lhe causar muitos problemas e o forçaria a se provar cada vez mais e mais como um bruxo qualificado.

Felizmente a pontual aparição pontual do novo amigo partilhou um pequeno alivio perante os sofrimentos que a vida lhe reservava.


-  Bem, obrigado então... – Disse aceitando a ajuda do garoto para se levantar, mas ainda suspeitando daquele gesto inesperado - Mas não sei se posso te ajudar... não acho que tenha nada te interesse...

Acostumado a ser um garoto sem muitas posses, e assim também, um garoto sem muitos amigos, Joe sempre ficava com um pé atrás de pessoas que não queriam nada. Todos que conhecia sempre queriam alguma coisa. Seja seu dinheiro do lanche, ou seja ajuda com os deveres de casa. Nenhuma boa ação ficava impune.

Já colocado devidamente em pé, espanou um pouco a poeira do corpo e antes que pudesse verificar quais os interesses do novo conhecido, olhou para trás para ver seu local de aterrissagem. Notou então o estrago que tinha feito em todas aquelas caixas de diversos tamanhos.

Nesse momento, notou também que um senhor vinha, com varinha em punho na direção de ambos.


-  Ma quella merda è stato? –  O homem gritava apontando para as caixas quebradas - Voi due piccoli ritarderà tutto il mio carico.

O homem em questão era Gino Cavallini, velho comerciante italiano que vivia exportando madeira magica para fora de Verdello.
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Matthew Spencer

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Re: Verdello Tales #01

Mensagem por Matthew Spencer em 18/4/2017, 18:24


Matt continuou se surpreendendo com o comportamento deo garoto. Era um pouco triste que ele tivesse sofrido algum tipo de bullying por toda a vida antes de chegar ali. Por um momento ele se lembrou de quando chegou na escola trouxa pela primeira vez, um dos garotos maiores "cobrava" o dinhero do lanche de determinados jovens e, em determinado momento do ano houve uma "guerra" para definir quem ficaria com o dinheiro dos garotos mais fracos. Posteriormente Matt cresceu o suficiente para impedir que aquilo acontecesse com seus amigos.

Quando finalmente notou que estava seguro, o garoto o agradeceu só que, mais uma vez um pouco desconfiado, dizendo que não possuía nada de interessante para oferecer, mais uma vez demonstrando que sofria abusos complicados na escola anterior.

- Não, você não precisa me oferecer nada, eu só não queria rapaz batendo em você - disse Matt tentando mostrar um pouco de compaixão - Eu sou M... - tentou completar, antes de ser interrompido pelo senhor italiano furioso com sua varinha em punho.

No começo Matthew não entendeu muito e ficou sem saber como reagir, eis que se tocou de que o senhor apontava para as caixas e falara algo sobre "atrasar a carga". Matt não era um especialista em italiano, mas andou por vários países da Europa com seus pais, inclusive a Itália, tendo uma noção relativamente alta, para uma criança, de todas aquelas línguas.

O garoto então deu um passo à frente, de certa forma protegendo o outro garoto do senhor italiano, extendendo as mãos para frente em um sentido de "calma", tentou conversar com o senhor.

- Mio padre è Thelonious Spencer, egli può pagare per questo - disse Matt tentando racionalizar com o senhor antes que ele fizesse alguma loucura.

De repente, o senhor guardou a varinha, ficou relativamente vermelho e começou a ficar agitado. Ele segurou Matthew levemente pelos ombros.

- Scusa scusa, non sapevo chi è tuo padre - disse o senhor, parecia extremamente envergonhado - L'ho dovuto ripagare per quello che ha fatto per noi in Italia - completou.

Matt não tinha dimensão do que aquilo significava, era como se seu pai fosse um super-herói ou algo similar. Ele ainda tentou insistir que seu pai pagaria pelos danos, mas o senhor italiano não quis saber e ainda lhe deu uma boina italiana no final de tudo. Segundo Matt entendeu de seu italiano, era o mínimo que poderia fazer, já que nunca havia se encontrado pessoalmente Thelonious, mas sabia tudo sobre ele e a família e toda sua contribuição na guerra, embora não tenha conseguido reconhecer Matthew de primeira.

Ainda sem entender muito, Matt se voltou a falar com o garoto, embora não soubesse direito o que dizer e nem onde estava.

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Re: Verdello Tales #01

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    Data/hora atual: 24/9/2017, 14:40